Equidade de gênero: o que isso tem a ver com você

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5 dicas para garantir oportunidades iguais nas empresas

 

Felizmente hoje em dia é bem raro encontrar alguém que discorde da importância de se promover oportunidades iguais para homens e mulheres, a tal da igualdade/equidade de gênero. Mas, se por um lado há maior consciência, por outro ainda é comum a crença de que a solução para esse tema depende apenas de uma transformação da sociedade - e, claro, sociedade visto como algo externo, que caminha independentemente de nossas ações. Considerando que um dos principais obstáculos a se vencer é a desigualdade no trabalho, impossível ignorar o papel do RH nessas mudanças. Mas como saber com que lado você está colaborando? Aqui vai uma listinha para ajudar na reflexão.


1. Atenção para frases feitas e atitudes abusivas
 

“Ela está nervosa porque está de TPM”; “Os homens são mais racionais e as mulheres mais emocionais”; “Ela devia ser mais feminina”; “Vamos contratar um homem porque ela logo vai querer engravidar”. Desnecessário mais exemplos, não? Essas frases (algumas aparentemente inocentes) reforçam crenças que só promovem a desigualdade. Você já pensou que muitas características e funções atribuídas a homens podem ser sim de mulheres e vice-versa? E como podem ser prejudiciais as atitudes batizadas de “manterrupting” (quando um homem interrompe com frequência uma mulher desnecessariamente) ou “mansplanning” (quando um homem dá explicações óbvias e didáticas para uma mulher que provavelmente domine mais o assunto que ele)? Acredite em uma cultura de diversidade e esteja atento para identificar atitudes negativas entre os colaboradores.

 

2. Questione suas práticas

Ok, você e outros gestores não reproduzem frases machistas, acreditam na equidade de gênero e, eventualmente, até se apresentam como feministas. Mas será que isso se reflete em suas práticas? É importante monitorar o balanço entre os gêneros, acompanhando regularmente os dados da empresa. Uma ferramenta gerencial que mostre um retrato atualizado dos colaboradores - facilita muito essa tarefa. Com ela, é possível não apenas checar a proporção de homens e mulheres entre colaboradores, mas principalmente cruzar o gênero com outros indicativos, como salários, cargos, promoções, treinamentos e benefícios. As mulheres recebem menos que os homens para fazer o mesmo trabalho? São dadas as mesmas oportunidades de capacitação para ambos os sexos? Há mulheres entre os líderes? Para se ter uma ideia, mais da metade das empresas brasileiras não tem nenhuma mulher em cargos de liderança (dados do estudo Women in Business 2015, da consultoria Grant Thornton) e o salário delas ainda equivale a 80% do salário deles (dados de 2014 do Cadastro Central de Empresas do IBGE).

 

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3. Fale para todos

Equidade de gêneros não é assunto só de mulher. Garantir oportunidades iguais diz respeito a todos. Por isso, ao promover eventos para falar sobre o tema, não deixe ninguém de fora. A troca de informações e experiências só contribuirá para uma inclusão plena se for dirigida também aos homens.

 

4. Lute por mudanças imediatas

Se mudar o comportamento e percepção das pessoas pode levar um tempo, algumas ações devem ser postas na mesa imediatamente, mesmo que tardem um pouco para serem colocadas em prática. Exemplos? Licença-maternidade estendida para homens e mulheres, berçário nos escritórios para filhos de colaboradoras e colaboradores, adequação de metas no primeiro mês após retorno de licença-maternidade, flexibilização de horários de entrada/saída e possibilidade de home office (o que ajuda muito na rotina de pais e mães), espaço para coleta e armazenamento de leite materno, entre outros. Não ignore essas questões por acreditar que já sabe como serão encaradas pelos gestores. Você pode não ganhar todas as batalhas, mas ao trazer a discussão à tona certamente estará contribuindo para a equidade de gênero.

 

5. Mais que ideias

É importante estabelecer e promover canais para que condutas inadequadas possam ser comunicadas sem constrangimento ou medo. E, para que a mudança ocorra, é essencial que haja consequências, como conversas, advertências e, em casos mais graves, até mesmo demissão. Mostre que o RH e a empresa estão do lado certo.

 

 

 

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As projeções do Fórum Econômico Mundial de 2015 indicam que, no ritmo que vamos, a equidade de gênero só será alcançada em 2095. Que tal contribuir para acelerar essa mudança? Compartilhe nos comentários a sua experiência com o tema e sua opinião.

 

 

 

 

 

 

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