Melhore a integração de novos colaboradores

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O que fazer para aproveitar ao máximo essa ferramenta

 

Um colaborador nunca se esquece a forma como foi recebido pela nova empresa. As informações recebidas (ou não) farão diferença no seu dia a dia. O clima com a equipe poderá ser decisivo para sua permanência. O sentimento de pertencer certamente influenciará sua motivação para trabalhar. Ainda assim, o processo de integração de novos colaboradores  (também chamado de ambientação), embora simples, nem sempre recebe a atenção que merece do RH. Veja a seguir se você está fazendo bem feito e aproveitando ao máximo essa preciosa ferramenta.  

 

1. Simbólico e funcional

Para quem ainda tem dúvidas sobre a importância da integração, vale lembrar que, além de funcional, este processo é também simbólico. Isso porque além de facilitar informações úteis ao funcionário (reduzindo tempo de adaptação e treinamento), a integração também é uma chance e tanto de mostrar ao novo colaborador seu valor para a empresa. Sua chegada é importante e não passará despercebida.

 

2. Bate-papo orientado

Não há uma regra para o formato da integração: há quem faça uma apresentação formal para todos os novos colaboradores do período, outros que optem por um café da manhã individual e até mesmo quem simplesmente entregue um documento que funciona como o “manual da empresa”. Na hora de defiinir o formato, é importante ter em conta que, neste valioso momento, a empresa está passando ao novo colaborador seus valores e cultura. Portanto, prefira sempre a proximidade - mais ou menos formal - e a abertura ao diálogo, com um bate-papo orientado. Mas cuidado com o tempo! Não corra o risco de cansar sua audiência.

 

3. O conteúdo básico

Chega a ser instintivo saber quais temas abordar em uma integração. Basta pensar o que você gostaria de saber ao chegar a um novo emprego. Mas, para facilitar a vida, segue um rápido check list do que não pode ficar de fora: mensagem de boas-vindas; história da empresa (não se alongue, mas não deixe de mencionar os sonhos/ideais dos fundadores e as principais conquistas); missão, visão e valores; estrutura organizacional (organograma e onde se encontra o colaborador nessa estrutura); desafios atuais da empresa; o que se espera do novo colaborador (comportamentos desejados); orientações para o dia a dia (veja detalhes no item 4); avaliações (quando e como ocorrem) canais de comunicação interna; mensagem do presidente ou líder (muito breve!); apresentação das instalações e equipe.

 

4. Mais detalhes aqui

Alguns dados úteis para o dia a dia podem ser detalhados em um manual com os regulamentos internos da empresa. Além de garantir que todas as informações foram passadas (e que no futuro o colaborador não alegue desconhecimento de alguma política), as regras escritas facilitam a consulta sempre que for necessário. Qual o conteúdo? Alguns temas frequentes são: funcionamento de ponto, banco de horas e horas extras; tolerâncias com faltas e atrasos; programação/solicitação das férias; formato e data de pagamentos de salários; políticas de reembolsos de gastos e viagens; uso de recursos como telefone e computador; benefícios e como utilizá-los; normas para fumantes; entre outros. O material pode ser impresso ou digital. O formato ideal é aquele que pode ser mais facilmente acessado pelo colaborador.

 

 

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5. O anfitrião

Muitas vezes a empresa cuida de todos os detalhes para que o novo colaborador sinta-se acolhido rapidamente, mas erra em um ponto: a escolha do responsável pela integração. Pode parecer óbvio, mas não custa repetir: a pessoa deve ser simpática, gentil, falar com desenvoltura e clareza, além de conhecer bem a cultura da organização. Em geral, esse profissional é da área de RH, mas não há problema se não for. Também podem ser designados alguns “padrinhos” para ajudar novos membros a se integrarem rapidamente ao ambiente.

 

6. Entrando para a turma

A integração com os pares também é fundamental para o bom desempenho do profissional. Neste caso, cabe à liderança apresentar o novo colaborador ao time e acompanhar a evolução das relações, se necessário intervindo (de leve, sem forçar) para estimular os laços entre os membros.

 

7. Esqueceram de mim

É um erro achar que alguém que já trabalhou na empresa não precisa passar pela integração. Se o processo estiver sendo feito corretamente, as informações fornecidas estarão atualizadas e o “novo velho colaborador” deverá ter acesso a elas. Eventualmente, pessoas que retornam de licenças longas (médicas, de maternidade, etc.) também tenham que passar novamente pela integração. Vale considerar ainda um material de boas vindas específico para terceiros que trabalharão regularmente para a empresa. Conhecer sua história/cultura e sentir-se parte do mesmo time só podem trazer benefícios para seu trabalho.

 

8. Muito mais que um evento

Integração não é apenas um evento de boas vindas. A inserção do novo colaborador à empresa requer tempo e empenho de todos. Integrar é mostrar, no discurso e na ação, na chegada e ao longo de sua permanência, sua importância para a organização. Quando o colaborador sente que pertence ao grupo aumentam o seu comprometimento e também as chances de que vista a camisa da empresa por muitos e muitos anos. Manter as informações da empresa e os dados dos colaboradores atualizados, assim como canais de comunicação abertos, não é apenas importante. É estratégico.

Como é o processo de integração em sua empresa? Conhece iniciativas interessantes para integrar novos colaboradores? Tem alguma dica para compartilhar? Mande seu comentário pra gente.



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