Comunicação Não-Violenta no trabalho em 4 passos

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Saiba como estabelecer o diálogo construtivo em sua empresa

Duas áreas dentro de uma mesma empresa que não conseguem trabalhar juntas. Pares que estão sempre medindo forças nas reuniões. Chefes incapazes de entender e dialogar com os membros de sua equipe. Um colega de trabalho capaz de tirá-lo do sério. Alguma dessas situações lhe parece familiar?

 

Conflitos no ambiente de trabalho sempre vão existir. No entanto, é importante saber que há uma forma saudável de se comunicar com os outros, retirando do diálogo julgamentos e acusações. Um modo de conviver com as diferenças, preservar a qualidade das relações (principalmente nos momentos de divergência) e trabalhar harmoniosamente por objetivos comuns.

 

Desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg nos anos 1960 e divulgada em todo o mundo, a Comunicação Não-Violenta (CNV) é um processo de entendimento que facilita o diálogo por meio da observação e da empatia. É um jeito de melhorar o clima e a produtividade sem a necessidade de culpar, ofender, humilhar, coagir ou ameaçar o outro.

 

A CNV se baseia em quatro elementos-chave que podem mudar radicalmente as relações de seus colaboradores e, consequentemente, os resultados de sua empresa.

 

 

1. Observar sem julgar

Difícil, mas não impossível. Observe os fatos, sem julgar ou criticar. Ao relatar o que acontece é provável que a outra pessoa escute o seu ponto de vista. Evite generalizações ou exageros, deixando de lado palavras como “sempre”, “nunca”, “jamais”.  Em lugar de: “Você nunca cumpre prazos”, diga: “Você entregou seus três últimos projetos com um mês de atraso”. Outro exemplo? Prefira “Todos os dias quando passo pela sua mesa, vejo que está resolvendo problemas pessoais ao telefone” a “Você nunca trabalha! Está sempre falando ao telefone com alguém de sua família”.

 

2. Nomear os sentimentos  

O segundo passo é identificar e expressar com honestidade o que você sente em relação ao que observa: frustração, tristeza, mágoa, insegurança, irritação, etc. Por exemplo: “Quando você atrasa as entregas me sinto muito inseguro”. Isso ajuda a criar empatia e facilita o entendimento do outro sobre você. Mas atenção! A responsabilidade pelo que você sente é só sua. Não culpe o outro pelo sentimento gerado e aceite que todos somos vulneráveis.

 

3. Identificar e expressar necessidades

Aqui é preciso um olhar atento já que nem sempre observamos o que de fato motiva nossas ações. É preciso identificar quais necessidades estão conectadas aos nossos sentimentos: confiança, compeensão, estabilidade, inclusão, respeito, bem-estar… Por exemplo: “Quando você grita, me irrito. Gostaria de me sentir respeitado”. Observe também a necessidade do outro. Por que ele age de tal maneira? Quais necessidades deseja ver atendidas?

 

4. Formular pedidos claros e viáveis

O último passo é pedir que determinadas ações sejam realizadas para atender às nossas necessidades. É importante ser claro no pedido. Por isso, prefira uma linguagem positiva. Em lugar de exigir (“Não quero que grite”), peça (“Gostaria que falasse mais baixo”). Outra questão importante é certificar-se de que ambos saíram com a mesma compreensão da conversa. Pergunte ao outro o que ele entendeu sobre o que você disse.

 

 

 

Soa muito difícil de aplicar no mundo corporativo? Parece muito alternativo para sua empresa? Vale a pena tentar. Afinal, lembre-se que quanto menos conflitos entre os colaboradores, mais foco nos objetivos da organização. Melhor para as pessoas. Melhor para a empresa.

 

 

E você? Tem alguma experiência sobre comunicação bem/mal-sucedida entre colaboradores? Compartilhe com a gente nos comentários.

 

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Como desenvolver equipes mais colaborativas

Como gerenciar conflitos de geração em sua empresa

 

 

 

 

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